Mensagem proferida pelo Eminente Grão-Mestre na Poderosa Assembleia Legilativa Maçônica do Estado de Goiás em abril/2017

Meus queridos irmãos:

Estou aqui, uma vez mais, frente a vocês e me sentindo humilde pela tarefa de mais um ano à frente do Grande Oriente Brasil – Goiás. Sinto-me lisonjeado, honrado e gratificado pela confiança depositado a minha pessoa pela família maçônica do meu estado.
Óbvio, compete a mim, conforme o Art. 68, inciso XVI, da nossa Carta Magna Estadual, aqui comparecer na sessão ordinária de abril para apresentar mensagem sobre a gestão, durante o exercício findo, o que faço com muita honra, prazer e alegria.
Agradeço ao Eminente Presidente, Ir. Lourival Arantes dos Santos, assim como também pela boa acolhida e generosidade com que sempre fui recebido por todos vocês, Veneráveis Deputados.
Momento em que externo minha gratidão, pois sou prova viva e repito os elogios que ouvi de membros desta própria casa e de outros irmãos maçons sobre a conduta, carinho, espírito democrático e fraterno com que foram recebidos os membros de minha equipe (Secretários Estaduais e Assessores do Gabinete) que acompanhava o Ir. Gercimar Meneses – Secretário de Estadual de Finanças, por ocasião do seu comparecimento em sessão especial de 11.03.2017.
Neste passo, em primeiro lugar, antes de entrarmos no tema propriamente dito, permitam-me prestar homenagens aos maçons que ainda pensam à nossa Sublime e Respeitável Ordem. A qual nos ensina que a união e a harmonia entre nós devem ser uma constante para o que devemos evitar toda situação que possa causar ofensa ou alimentar discussões por todos os meios ao nosso alcance, e sempre procurar manter alerta e dispersar as brumas e as nuvens que obscurecem o horizonte, possam os nossos esforços dissipar o negror do ciúme e da discórdia, onde quer que elas apareçam.
E, em assim sendo, estava eu lendo o livro “O Pensamento Vivo” de autoria do Dr. Inácio Ferreira, por sinal era maçom do Oriente de Uberaba-MG, hoje no Oriente Eterno, livro este psicografado pelo Médium Carlos Bacelli, deparei-me com uma fala do nosso Ir. Inácio e, incontinentemente, resolvi fazer uma adaptação que nos leva ao seguinte texto:
O MAÇOM VERDADEIRO
O Maçom verdadeiro, identificado que seja com a palavra do Grande Arquiteto do Universo, é gente muito boa.
É gente humilde, simples, incapaz de magoar a quem quer que seja.
É gente que não derruba a quem, com dificuldade esteja procurando se firmar de pé, nem se negar a estender à mão a quem lute para se levantar da queda.
É gente que não abre a boca para proferir o menor comentário desairoso sobre os outros, consciente que se encontra de suas imperfeições.
É gente que não faz insinuações maledicentes, não agride, não acusa, não faz campanhas difamatórias contra ninguém.
É gente diuturnamente preocupada com o bem que possa fazer aos semelhantes, não desperdiçando o tesouro do tempo com o que não lhe mereça a aprovação da consciência.
O maçom sincero é gente que fica triste quando não consegue adequar as próprias atitudes ao brilho de seu discurso.
É gente que sabe que não basta saber, porque amar, sim, é imprescindível,
É gente que não disputa o poder, que não ambiciona ganho pessoal abusivo, que não busca vencer a custa do fracasso de quem elege por rival de suas aspirações.
É gente que não se mancomuna com o mal e que, por mais proveitosa, rejeita toda aliança com as trevas.
É gente que costura para os pobres, que faz sopa, que providencia remédio para doentes…
É gente que dá carinho e palavras de conforto ao próximo – é gente que ora! É gente que ainda acredita no poder de uma fala positiva… É gente que escreve o nome ou pensa desejando o bem para o próximo, rogando a intercessão do Alto em favor de alguém!
É gente alegre, dessa alegria boa que contagia o coração de todos, e que os leva a sorrir, mesmo quando queiram permanecer de cara trancada.
É gente espontânea, que, à procura do essencial, não se perde nos detalhes.
O Maçom que tenta fazer jus à sua condição de discípulo da Verdade, é gente da qual todos nós sentimos falta – quando desencarna ou quando, simplesmente, se vai de nossa presença, privando-nos de sua luz e de sua bondade.
É gente que nos dá segurança, que nos alimenta a fé, que nos incentiva a sermos melhores do que somos…
É gente que nos olha com ternura e, sem uma única palavra, embora se esforçando para aparentar pequenez, nos faz perceber de quando precisamos ainda crescer para sermos qual ele é.
Eu tive a felicidade de conhecer alguns Maçons assim, desses que me parecem cada vez mais raros entre nós, mas que – graças ao Grande Arquiteto do Universo que é Deus! Ainda existem ou existiram!
São difíceis de encontrar, porque não aparecem nos jornais, não se mostram na televisão, não disputam cargos de lideranças, não agem nas caladas dos bastidores, não são traiçoeiros ou asquerosos – até na maneira de se trajar são anônimos! Chamam-se simplesmente João ou Manoel, Aparecido ou Joaquim, Jair ou Lázaro.
Há!, e por falar em nome, conheci uma pessoa chamada Lázaro Naves, que era uma “estrela”, mas passou pela vida inteira repetindo que era um “Lazinho”. Homem de virtude, probo, defensor da integridade e do certo, correto em todas às ações. Se houvesse eu cometido alguma incorreção ele, por certo, não aceitaria e viria falar comigo. Maçom de alto nível. Era do tipo de sempre propor solução para resolver problema. Incentivando-nos a irmos direto ao assunto e resolver determinadas situações do momento.
Você o conheceu? Não! Que pena! Até aqui, onde estou tenho saudades dele!…
A Maçonaria, em Goiás, sem ele, ficou pobre!
Exemplo de Maçom que para muitos que se dizem ser, deveria seguir os seus passos nesta vida terrena pelo menos 10% para ser reconhecido como tal.
Tento seguir estes exemplos de Maçons, mas Maçons na acepção da palavra, íntegros e incapazes de desviar uma agulha de um patrimônio que não é seu, muito embora alguns dos que dizem ser tente ao máximo impedir o meu caminhar para junto deste grande maçom. Que ele descanse em paz!

Eminente Presidente,
Caríssimos Veneráveis Deputados

As palavras já foram pronunciadas durante outras vezes em que aqui compareci. Entendemos que ainda existem alguns irmãos, graças a Deus, uma minoria insignificante, com dissonância cognitiva pela qual torna o homem de convicções profundas incapaz de mudar de opinião diante de uma contradição. Infelizmente, ele é imune às evidências e argumentos racionais. Às vezes tenta nivelar a todos o seu modo de ser, e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias. Acusam-nos sem prova e sem fundamento lógico. Na verdade, em toda a nossa vida pautamos por uma conduta de virtude, moral ilibada e honestidade. Nada temos a temer. Nada temos que desabone a nossa pessoa.
E nesta oportunidade, reafirmamos, não obstante ter tido recebido um Grande Oriente totalmente fora do seu tempo (era digital). E na visão de alguns, investimentos em tecnologia não trazem resultados, fomos em frente com nossas ideias e tivemos que pôr em prática ou em execução uma gestão dinâmica, moderna, semiprofissional com ação ousada, rápida e transformadora. Por consequência e objetivando entregar um Grande Oriente aos nossos futuros administradores, totalmente modernizado e reformado.
Assim, tudo isso que estamos fazendo convergem em melhores ferramentas as quais darão suporte aos administradores que irão nos substituir e, obviamente, em menor custo aos maçons.
Falando em despesas, a despeito de um orçamento sabiamente pequeno, tivemos que tomar medidas drásticas, na parcimônia dos gastos; naquilo que poderia ser cortado, naquilo considerado irrelevante e que poderia ser colocado de lado. Desse modo, uma imposição severa de gastos, com o intento de não sobrecarregar o bolso dos Maçons, foi colocado em prática.
Por esta razão, pudemos propor a não concessão de aumento do valor inerente a taxa anual de cotização dos irmãos, inclusive, por proposta desta PAELM, dividi-las de 6 para 10 parcelas.
Porém, a fim de que se tenha em vista alcançar os nossos objetivos, promovemos mudanças completa da rede elétrica que alimenta o Palácio Maçônico Nasseri Gabriel, (antes totalmente cheio de gambiarras). Desta feita, nos permitiu utilizar as maravilhas tecnológicas, com investimentos em máquinas, a fim de melhorar a qualidade do nosso trabalho e diminuir custos. Móveis, computadores, ares condicionados, impressoras etc, que vinham sendo usados há décadas, foram substituídos. As impressoras de cada secretaria foram recolhidas e passamos a imprimir tão somente em uma. O Templo Nobre, salão de eventos, salas das secretarias, inclusive o próprio ambiente administrativo da nossa PAELM receberam novas máquinas de climatização.
A comunicação com as Lojas, Poderes Legislativo e Judiciário do GOB-GO, Grandes Orientes de outros estados, Grandes Secretarias do Poder Central e fornecedores, antes feitos rudimentarmente, hoje são realizadas através da internet, on-line, por e-mails, portanto, aposentamos de vez a papelada e diminuímos os telefonemas. A biblioteca e o Centro Cultural José Reinaldo de Melo ganharam novas roupagens e organizações.
Com a autorização desta casa, a verba superavitária do exercício anterior, nos permitiu reformar completamente o salão de eventos do GOB-GO. Além do mais, substituímos com novas mesas e cadeiras, (estavam caindo aos pedaços) layout, climatização etc. É bom reafirmar que, a partir do momento em que implantamos uma política rígida de contenção de gastos, ventos favoráveis sopram objetivando conclusão das obras da câmara do meio. Já nos próximos dias estaremos entregando ao público maçônico, o térreo onde funcionará um salão para pequenos eventos, no máximo para 60/70 pessoas.
Com verba orçamentária aprovada por esta PAELM, auxiliamos 28 lojas com dificuldade em reformas dos seus templos. Do valor de 97.500,00, autorizamos 80.312,77, o restante – 17.187,23, inobstante autorizados pelo grão-mestrado, não foi usado pelas lojas, porquanto não conseguiram comprovar, através de projetos e documentação (NF) que a secretaria de finança do GOB-GO exige para liberar o recurso solicitado. Temos dado efetivo apoio as entidades paramaçônicas: APJ, DeMolay, Filhas de Jó e, mormente a Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul quanto ao seu trabalho beneficente e criação de novas Frafem nas Lojas; realizamos mais uma edição da tradicional Festa Junina (Arraia do GOEG) sob a coordenação da Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul. Reativação e novo foco da maçonaria a favor da vida contra as drogas; Indicação de vários irmãos para representar o GOB-GO perante vários órgãos Federais, Estaduais e Municipais, pertinentes à saúde, educação, segurança, trabalho escravo, drogas e outros; Firmação de vários convênios com empresas privadas para atendimento aos maçons com custo zero para o GOB-GO; Além da portaria, a segurança do Palácio Maçônico Nasseri Gabriel, naturalmente aos maçons, tem efetivo controle através de câmaras espalhadas dentro do prédio e em áreas limítrofes deste; Reforma do nosso bazar que hoje está apto a oferecer tudo que o maçom desejar e precisar. A fim de adequar o nosso quadro de pessoal e limitações de gastos administrativos, dispensamos dois funcionários, antes tínhamos 20, hoje temos 18; Sobre o mobiliário da câmara do meio, é pensamento desta administração solicitar doações, aos irmãos, das cadeiras. Cada cadeira doada seria etiquetada com o nome e Lojas dos irmãos doadores. Agora, trago-lhes notícias auspiciosas, já do conhecimento, o Instituto Libertas tem sido uma pedra no sapato de administrações anteriores, e, naturalmente, o imbróglio vinha se arrastando há bastante tempo. O Grande Oriente e Grande Loja, na iminência de perda da área, tendo em vista que o Governo do Estado de Goiás já estava tomando medidas judiciais para retomá-la, num trabalho hercúleo, conseguimos sanear completamente as pendências existentes e fazer o registro da propriedade do imóvel no 2º Tabelionato de Protesto e Registro de Pessoas Jurídicas, Títulos e Documentos de Goiânia. Assim, é pensamento das duas potências, desde que nos sejam ressarcidos os valores repassados ao Instituto Libertas, retorná-lo ou devolvê-lo, completamente regularizado, as sete lojas.
E que em 25.08.2016, conforme a Revista da Propriedade Industrial de Marcas e Patentes nº 2381, publicou as imagens das marcas GR Or do Brasil – Goiás e Grande Oriente do Estado de Goiás para divulgação e inclusão na OGM, conforme pedido de Registro de Marca e Serviço (Mista) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial.
Talvez poucos irmãos tenham conhecimentos do fato, porém a nossa área de 8.205,50m² onde se encontra edificado o Palácio Maçônico Nasseri Gabriel – há cinquenta e tantos anos não estava regularizado, não obstante ter sido pago 20 parcelas de Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros) conforme acordado com o transmitente – Fundação de Assistência a Menores Aprendizes – FAMA, após juntar toda a documentação pertinente ao imóvel, estes foram apresentados ao cartório de registro de Imóveis da 2ª Circunscrição e hoje referido imóvel encontra registrado às fls 162 do Livro nº 3-J transcrição nº 17.023, conforme documentação em nosso poder.
Como podem ver, nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com os quais os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores dos quais nosso sucesso dependem – trabalho árduo (voluntário) e honestidade, coragem, tolerância, lealdade essas coisas são antigas. Essas coisas são verdadeiras, pois temos deveres para com a família maçônica, com a nossa Sublime Ordem e com nós mesmos, deveres que não aceitamos rancorosamente, mas que, pelo contrário, abraçamos com alegria, firmes na certeza de que não há nada tão satisfatório para o espírito e que defina tanto nosso caráter do que dar tudo de nós mesmos numa tarefa, mesmo quando difícil. Sempre lembrando que um espírito generoso e benevolente reinará soberano em todos os corações.
Devemos, pois, subordinar nossas paixões e preconceitos ao domínio da razão e da caridade. Que o brilhante exemplo dos ilustres predecessores nos estimule a um fiel desempenho do nosso dever, para que, quando o Rei dos Reis, nos chamar à Sua presença, possamos receber de Suas mãos uma coroa de glória, que nunca desvanecerá.
Não somos o suprassumo e nem perfeitos, por isso mesmo com o apoio desta casa, temos agora um Tribunal de Contas que, além de possuir membros altamente capacitados, nos têm orientados e dado suporte necessário para apresentarmos nossas prestações de contas em peças contábeis dentro daquilo que o Conselho Regional de Contabilidade pede e exige. Naturalmente, esse tipo de gestão, no primeiro momento, encontrou resistências, sobretudo de parte das nossas jurisdicionadas, e mesmo dos nossos colaboradores funcionários, no entanto, com o passar do tempo, essas arestas foram desbastadas e hoje as próprias Lojas estão carentes de demandas educativas e gerenciais. Assim, diversas viagens às Lojas foram realizadas a fim de atualização de nossas práticas ritualísticas e normas maçônicas. Para tanto, tivemos, também, que realizar e autorizar diversas viagens (Grão-Mestre e colaboradores) a outros estados da federação representando o GOB-GO e de aperfeiçoamento.
Já disse aqui, e sou categórico, não sou homem de ficar parado, sentado, de gabinete, debaixo de ar condicionado, sou sim homem das planícies, de visitas às lojas, célula mater e base da maçonaria. A vista disso, o carro do GOB-GO, colocado à disposição deste Grão-Mestre, não obstante ser um carro ano 2015 já rodou mais de 70 mil quilômetros. Afirmamos de novo, quilometragens todas rodadas em estradas, visitando as lojas e idas à Brasília quando convocado pelo Soberano Ir. Marcos José da Silva, pois, quando não, o carro fica parado na garagem do Palácio Maçônico Nasseri Gabriel. Nunca o usamos para transporte de familiares ou mesmo para uso pessoal fora da maçonaria.
Neste caminhar, e para finalizar, compartilhamos com vocês os ensinamentos do Papa Francisco: “Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos um reduto de mágoas. Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença”.
E a nossa família, a família maçônica não pode e nem deve ser diferente. Desse modo, mesmo àqueles que nos criticam; que, levianamente sem prova, nos acusam de desvio e da nossa honestidade, fraternalmente respondemos com o nosso perdão. E sem mágoa no coração.
Concluímos, com a esperança de dias melhores. Isto posto, convidamos todos vocês, vamos enfrentar as correntes muitas vezes gélidas e suportar as tempestades que vierem em prol de uma maçonaria mais humana, fraterna e harmônica.
Viva o GOB-GO!
Viva a PAELM!
Viva a Maçonaria de Goiás!
Fiquem com Deus……

Luis Carlos de Castro Coelho
Grão-Mestre Estadual

Goiânia, 1º de abril de 2017.

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